segunda-feira, 10 de março de 2014

Não sou nada

Eu não sou importante. As pessoas criticam-me, rebaixam-me, desvalorizam-me... Sinto-me uma merda.
Será assim tão difícil compreender alguém? É difícil olhar-me nos olhos e perceber, de uma vez por todas, que eu não sou a rapariga feliz que aparento ser?! Estará toda a gente cega?! Nem os meus amigos o conseguem ver!
Não sei dizer se estou mais forte ou mais fraca; sei que caí, outra vez. E tenho medo de me afundar cada vez mais. Tenho medo de ser enterrada viva, outra vez.
A escuridão conforta-me, o choro alivia-me, o silêncio acalma-me. E se esta for mesmo eu? E se este for o meu sítio? Perdida no meio do nada, sozinha, magoada. Eu prefiro morrer a ter de viver assim.
Quero, preciso de descanso. Preciso de espaço, de tempo. Quero reflectir, fugir. Ninguém me estende a mão, só estendem o pé para me fazer cair. Mas caída já eu estou, no meio do chão. Despedaçado está, o pobre do meu coração.
Magoei quem menos merecia, eu sei. Fui cruel, fui fria. Dei nada a quem tudo por mim fez. E ainda que não acreditem, ainda que o volte a fazer, eu arrependo-me. Arrependo-me de ser isto. Tudo o que eu sou é uma grande desilusão.

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